O descaso com os moradores de rua de São Paulo

domingo, maio 02, 2010


Após o  fechamento dos albergues,  a prefeitura de São Paulo faz acordo de novas parcerias
Atuando desde junho de 2009  no centro de São Paulo, a Associação Aliança de Misericórdia  uma entidade católica  vem desenvolvendo diversos trabalhos sociais com  as Tendas de  Convivência Jardim da Vida I e II. Devido uma parceria com a prefeitura, o objetivo desse  projeto é acolher  e desenvolver atividades  assistenciais, culturais, lazer e higiene durante o período que  os moradores de  rua maiores de idade permanecerem  no local ,que funciona todos os dias das 08:00 as 18:00 hs.
As tendas contam com  22 pessoas sendo que 14 são educadores voluntários e o  restante da  equipe é integrada por médicos,  psicólogos e psiquiatras  cujos   trabalhos são mantidos pela prefeitura.
Desde o fechamento de alguns  albergues os Centros de Convivência  que recebiam 150 moradores de rua, passaram a  receber  de 250 a 300 pessoas durante todo o dia.
Dona Mercedes José da Silva 55 anos, freqüentava o albergue Cirineu que foi  fechado  e afirma que os centros são  muito bons pois consegue se  distrair com  diversas atividades. Porem demonstra  apenas uma insatisfação com o local,  afirma que na hora do almoço tem que  voltar para a rua pedir ajuda  para matar a sua fome e de seus  3 filhos, pois as Tendas não  fornecem alimentação.
Mesmo não  oferecendo alimentação  e leitos para passar a  noite dona Mercedes não gosta de lembrar o tempo que passou  no albergue Cirineu que  foi  fechado,  ela relata que a situação do local era precária, pois muitos que passavam a noite não  tomavam banho e onde se localizava as camas era no  meio de muita bagunça e sujeira.
“Prefiro dormir na rua a  voltar para um albergue da prefeitura”, conta Sr.  Joaquim  Farias Rodrigues, 43 anos ex- advogado e morador de rua.
“Também já dormi  no albergue Cirineu e depois no São Francisco” que também foram fechados, não consegui vagas em outros e tive  que  voltar a dormir debaixo do  viaduto . Joaquim é um dos moradores de rua que preferem dormir ao relento,  pois não quer  deixar o centro de São Paulo.
A Associação Aliança de  Misericórdia, possui outros centros que atendem os moradores de  rua, como a casa Restaura-me afirma Ueler, um dos  educadores da Tenda de Convivência que comenta” o fechamento dos albergues é devido má administração da prefeitura de São Paulo”.   
Morando nas ruas de São Paulo podemos encontrar diversos tipos de pessoas, boas, com formação como engenheiros, advogados e pessoas sem estudos, porem todos  precisão de oportunidade para poder mudar a sua situação. Além do  descaso de nossos  governantes que estão no poder, o maior problema dessas  pessoas  é o preconceito, pois muita gente com medo de  serem  assaltados dão as costas para aqueles que querem ajuda.
Um grito de socorro, é a  expressão que define muitas crianças, adolescentes jovens e  velhos que não tem para onde ir, a quem  socorrer e que tem se mantidos  de pé pela Fé.       
LEIA MAIS - O descaso com os moradores de rua de São Paulo

Followers